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Esta pesquisa teve como objetivo problematizar as práticas escolares na Educação Infantil perante à (des)construção da erotização dos corpos infantis negros. A posição assumida neste estudo é a de que a erotização dos corpos das crianças, com ênfase nos corpos infantis negros, manifesta-se nas escolas de Educação Infantil como um hábito "inocente" de educadores e educadoras que incitam a erotização por meio das suas práticas pedagógicas. A pesquisa foi do tipo bibliográfica e buscou responder a seguinte questão: que práticas escolares contribuem para a (des)construção da erotização dos corpos infantis negros na Educação Infantil? Após o contato com a literatura sobre o tema conclui-se que o racismo é o principal vilão de uma educação igualitária, pois ressalta a desigualdade que o feito da escravidão trouxe e que até hoje se tem resquícios. Sendo assim, a ausência de um programa educacional antirracista nas escolas, dificulta a luta contra o racismo que já se faz estrutural. Faz-se necessário uma formação continuada para educadores e educadoras votada para as questões étnico-raciais na intersecção como os temas gênero e desigualdades de gênero, a fim de contribuir para que os profissionais estejam preparados para desconstruir essa abordagem junto com as crianças desde a tenra idade, com o intuito de não reforçar manifestações preconceituosas e discriminatórias na Educação Infantil, principalmente as que produzem e reproduzem a erotização dos corpos infantis negros.
 Palavras-chave: Crianças. Erotização. Educação infantil. Corpos negros.