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Esta pesquisa busca contribuir para a compreensão das formas de participação da juventude nas ocupações secundaristas, iniciadas em 2015 no Estado de São Paulo - no movimento que ficou conhecido como Não Fechem as Escolas - e que se estenderam por diversos Estados brasileiros no ano seguinte. Para isso, tem como objetivo principal entender indicadores que possam explicar o tipo de engajamento desses jovens; observa o engajamento político como processo, buscando compreender como estes estudantes estão hoje. Busca verificar a hipótese de que haveria um desengajamento político dos estudantes secundaristas após o término daquele movimento de ocupação das escolas. Em relação à metodologia, foram utilizadas, como instrumento de coleta de dados, entrevistas semiestruturadas que tiveram como foco a captura dos processos que levaram às ocupações, em detrimento do fato em si. Esta pesquisa coloca o fenômeno das ocupações secundaristas em uma perspectiva processual e, neste sentido, faz uso de uma concepção teórica do engajamento como processo em constante transformação. Com a finalidade de sistematizar os dados coletados para a análise, foi realizado um esforço de construção de quadros das propriedades pertinentes dos estudantes, objetivando a elucidação da posição destes no espaço social, no sentido empregado por Pierre Bourdieu, o que poderá auxiliar em uma melhor compreensão das disposições dos atores sociais envolvidos no fenômeno das ocupações, numa perspectiva relacional.