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O objetivo deste estudo foi analisar aspectos socioeconômicos associados aos motivos pelos quais indivíduos frequentam Restaurantes Populares (RPs) Os participantes foram questionados, por meio de entrevista face a face, sobre os motivos que os levaram a realizar refeições nesses estabelecimentos. As respostas foram categorizadas em: preço, refeição saudável, localização, higiene/limpeza e bom atendimento. Ademais, levantou-se informações sobre sexo, faixa etária, ocupação, condição domiciliar de (in) segurança alimentar, escolaridade, classe socioeconômica e principais carências sociais. Foram entrevistados 1.649 frequentadores de RPs de uma metrópole brasileira pioneira na idealização e implementação dessa importante política de acesso de Segurança Alimentar (SA). Amaioria do sexo masculino (71%). O preço foi o motivo mais relatado (72,7%) para a realização das refeições nos RPs, sendo determinado pelo maior número de carências sociais (OR: 1,15; IC 95%: 1,05-1,25); pelo maior nível de escolaridade: ensino médio (OR: 1,41; IC 95%: 1,10-1,80) e superior (OR: 1,56; IC 95%: 1,12-2,18), em relação ao ensino fundamental; e pela condição de IAN (OR: 1,52; IC 95%: 1,15-2,02). O segundo motivo mais relatado foi a oferta de refeições saudáveis (40,4%), seguido pela localização (39,3%). O bom atendimento foi o motivo menos relatado (15,0%). Este estudo apurou que os motivos que influenciaram os indivíduos a frequentarem os RPs estão em sintonia com a proposta dessa relevante política pública: :ampliação da oferta de refeições saudáveis, comercializadas a preços acessíveis em regiões de grande movimentação e fluxo de população de baixa renda.