Search for a command to run...
Este artigo aborda a importância de políticas públicas sociais adaptadas à política previdenciária brasileira no contexto da Amazônia. Mais especificamente, examina-se o impacto de práticas do modelo da nova gestão pública sobre a previdência social, tomando como referência a política pública do PREVBarco nas comunidades indígenas da região. A pesquisa qualitativa realizada em 2023 durante uma expedição no rio Madeira, na Amazônia, teve como objetivo entender como os cidadãos dessa região são impactados pelos serviços de Previdência Social, seja por meio do PREVBarco, seja pelo aplicativo on-line do INSS. Ao longo do artigo, discutem-se temas como a sobrecarga administrativa enfrentada pelas comunidades indígenas, a necessidade de políticas públicas mais integrativas e sustentáveis, bem como o papel da participação cidadã na promoção da inclusão social e no fortalecimento da democracia. Com essa narrativa, busca-se contribuir para o debate acadêmico e político sobre a participação dos cidadãos indígenas na formulação e implementação de políticas públicas. Ao destacar os desafios e oportunidades enfrentados por essas comunidades, pretende-se promover uma reflexão mais ampla sobre o papel do Estado e da sociedade civil na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Enfatiza-se a necessidade de políticas públicas adaptadas a grupos historicamente marginalizados, considerando a negligência enfrentada pelas comunidades indígenas brasileiras. Durante muito tempo, essas comunidades foram relegadas às margens do discurso social, tendo suas vozes silenciadas e suas necessidades desconsideradas. A partir das observações empíricas realizadas em 11 comunidades ribeirinhas que englobam aldeias indígenas, reservas extrativistas e distritos rurais, evidencia-se que a incorporação das percepções desses cidadãos na implementação de políticas públicas não apenas fortalece o exercício da cidadania e a participação política, mas também promove a cocriação de soluções. Esse processo contribui para a formulação e implementação de políticas públicas mais integrativas, inclusivas e responsivas, promovendo uma governança mais democrática e eficiente.