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Cerca de 130 bancos centrais ao redor do mundo estão experimentando diferentes níveis de uma moeda digital de banco central ("CBDC"), uma forma digitalizada de moeda nacional, respaldada pela soberania, que é uma responsabilidade do banco central daquele país. Ao contrário da moeda fiduciária, as CBDCs são rastreáveis e potencialmente sujeitas a interferências e até congelamento por autoridades governamentais. As CBDCs afetarão o controle dos cidadãos sobre o comércio, pagamentos e poupança, além de impactar seus direitos de privacidade. O governo chinês já testou, refinou e implementou sua própria CBDC, chamada de Iniciativa de Moeda Digital/Pagamento Eletrônico ("DC/EP"), também conhecida como yuan digital ou e-CNY. O governo chinês está muito à frente dos governos de outros países em termos de integração de sua CBDC à economia nacional, e esse novo sistema tem o potencial de abalar o dólar dos Estados Unidos como a moeda de reserva mundial. O governo dos Estados Unidos, por outro lado, tem sido lento até mesmo para testar um dólar digital, já que há muita resistência ao controle potencial do governo sobre o comportamento dos consumidores e preocupação com os direitos de privacidade. Este artigo explora essas tendências no contexto do desacoplamento das duas maiores economias do mundo.
Published in: DESC - Direito Economia e Sociedade Contemporânea
Volume 6, Issue 1, pp. e007-e007