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A enxaqueca é uma das condições neurológicas mais prevalentes e incapacitantes, afetando cerca de 11,6% da população mundial, predominantemente mulheres. Caracteriza-se por crises recorrentes de dor intensa, frequentemente acompanhadas de sintomas como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Embora tratamentos farmacológicos sejam amplamente utilizados, suas limitações, incluindo efeitos adversos e risco de dependência medicamentosa, têm motivado a busca por terapias complementares. A auriculoterapia, técnica reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, baseia-se na estimulação de pontos específicos da orelha para modular vias neurológicas associadas à dor e inflamação. Neste estudo, realizou-se uma revisão sistemática para avaliar a eficácia da auriculoterapia no manejo da enxaqueca, seguindo as diretrizes PRISMA. A busca foi conduzida em cinco bases de dados, utilizando descritores padronizados e operadores booleanos. Cinco ensaios clínicos randomizados publicados nos últimos 15 anos, que compararam a auriculoterapia a placebo ou tratamentos padrão, foram incluídos. Os desfechos analisados incluíram a redução na frequência, intensidade e duração das crises, além da melhora na qualidade de vida. Os resultados indicaram reduções significativas na intensidade das dores e na frequência das crises, com alta taxa de aceitação pelos pacientes e ausência de eventos adversos graves. Conclui-se que a auriculoterapia é uma abordagem eficaz e segura, com potencial para complementar os tratamentos farmacológicos. Contudo, há necessidade de estudos futuros para padronizar protocolos e explorar seus efeitos a longo prazo.
Published in: Revista Brasileira de Filosofia e História
Volume 13, Issue 4