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As apostas esportivas online, conhecidas como “BETs”, evoluíram rapidamente para um problema de saúde pública no Brasil. Facilitadas pelo amplo acesso a smartphones e a sistemas de pagamento instantâneo como o Pix, as apostas tornaram-se acessíveis a qualquer hora e em qualquer lugar. A ilusão de oportunidade e entretenimento mascara uma crise emergente de saúde mental, particularmente entre os jovens. O transtorno do jogo é reconhecido pelo DSM-5 como um transtorno aditivo, com mecanismos neurobiológicos semelhantes aos da dependência química. O contexto brasileiro configura um cenário particularmente preocupante: regulamentação frágil, marketing agressivo por parte das plataformas de apostas e preparo insuficiente dos serviços públicos de saúde. À medida que jovens enfrentam dificuldades financeiras, depressão, isolamento social e até ideação suicida, torna-se urgente implementar respostas preventivas e terapêuticas. Com base em evidências neurobiológicas relacionadas ao circuito de recompensa cerebral e em experiências internacionais, esta revisão narrativa defende políticas regulatórias, educacionais e assistenciais integradas para enfrentar as apostas online como um determinante significativo da saúde.