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A juventude é um período de preparação para o ingresso na vida laboral. De acordo com a visão de divisão social durkhemiana, o trabalho possui forte sentido social. Prevista na Constituição da República de 1988, a garantia dos direitos fundamentais ostenta um espaço de atuação do Estado, além de um campo de cuidado da família e da escola, para fins de formação do indivíduo. O objetivo desse ensaio é analisar a relação das juventudes com o trabalho, recorrendo ao entendimento histórico e sociológico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, utilizando fontes primárias de autores cânones da Sociologia e fontes secundárias de artigos indexados no portal CAPES, entre os períodos de 2015 a 2025. Os descritores foram: “empregabilidade na contemporaneidade”, “juventude e uberização” e “trabalho e influencer digital”. Os critérios de inclusão foram artigos disponíveis e que se articulam com o tema do trabalho. Para a análise do material foi utilizado a análise de conteúdo de Bardin. A solidez e a longevidade do trabalho fabril foi se moldando aos novos comportamentos da sociedade, sobretudo na juventude. O trabalho, amparado pelo poder legislativo, tem sido, gradativamente, descreditado. A busca pelos modelos da uberização é uma realidade na jovialidade. Compreender essas novas escolhas laborais, atualmente romantizadas nos meios de comunicação em massa como um fenômeno social, é imperativo, a fim de garantir que essa geração tenha perspectivas de futuro consolidado e protegido pelo Estado. Ao analisar o contexto histórico, as relações de trabalho passaram por mudanças radicais, de modo que a dinâmica atual faz por refletir a fluidez do capitalismo contemporâneo, passando da rigidez fabril à precariedade das lives monetizadas. Novas ocupações, consolidadas em diversas práticas laborais, fazem por emergir em um processo de adaptação globalizada e hiper conectada, redefinindo não apenas o emprego, mas também as identidades e suas novas aspirações.
Published in: Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro
Volume 19, Issue 1, pp. 1-12
DOI: 10.61164/10e6ja70