Search for a command to run...
Este ensaio está estruturado pelas seções “Introdução”, “Procedimentos Metodológicos”, “Argumento” e “Considerações Finais”. Na Introdução, apresentamos a base teórica que fundamenta as reflexões e interpretações propostas, mobilizando a teoria do Imaginário a partir de Gaston Bachelard (1884-1962) e Gilbert Durand (1921-2012). De forma complementar, trazemos uma contribuição da filosofia a partir de Vilém Flusser (1920-1991). A seguir, descrevemos os procedimentos metodológicos utilizados no desenvolvimento do ensaio, que compreendem uma abordagem teórico-conceitual, seguida de um procedimento analítico, comparativo e interpretativo. Ao longo do Argumento, partimos da contextualização da Bienal de São Paulo, discutimos questões em torno do termo hegemonia e chegamos às interpretações sobre três obras apresentadas na 35ª Bienal de São Paulo, realizada em 2023. Por fim, seguimos para as Considerações Finais, em que mobilizamos a teoria do Imaginário para identificar, a partir das três obras interpretadas, a potencialidade do espaço da Bienal e do campo da arte para a ativação da imaginação, promovendo a diversificação do Imaginário. Buscamos entender como a produção de imagens dissidentes nessas três obras contribui para uma reação à tendência de produção e distribuição de imagens hegemônicas e homogêneas. Discutimos também, a partir de recursos hermenêuticos derivados da teoria do Imaginário, a importância dessa reação para a promoção de novos Imaginários possíveis. A principal contribuição do ensaio está na mobilização da teoria do Imaginário como recurso de interpretação para uma produção artística voltada para imagens digitais, abrindo caminhos para o aprofundamento dos problemas abordados.