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As comunidades costeiras e as populações de tartarugas marinhas compartilham os produtivos ambientes costeiros de Aquiraz, no nordeste do Brasil, onde a pesca artesanal e as atividades turísticas coexistem com áreas-chave de nidificação e alimentação. Essa sobreposição espacial gera tanto pressões sobre os ecossistemas marinhos quanto oportunidades para a conservação de base comunitária. Pescadores artesanais e atores locais, cujos meios de subsistência dependem dos recursos costeiros, detêm um valioso Conhecimento Ecológico Tradicional (CET), essencial para orientar práticas de conservação e estratégias de manejo. Este estudo analisa um conjunto de ações desenvolvidas por uma associação comunitária em Aquiraz, com foco na conservação de tartarugas marinhas por meio de abordagens participativas e territorializadas. As atividades incluíram a soltura assistida de filhotes, visitas escolares, rodas de conversa realizadas no abrigo dos pescadores e programas de capacitação para condutores de veículos turísticos. Essas ações foram estruturadas dentro dos marcos da Educação Ambiental visando sensibilizar e promover o engajamento de pescadores, estudantes, trabalhadores do turismo e visitantes em prol da conservação das espécies marinhas e dos ecossistemas costeiros. Os resultados indicam que tais iniciativas fomentaram mudanças significativas na percepção e no comportamento dos participantes. O reconhecimento e a integração dos saberes tradicionais de pescadores, estudantes e motoristas de buggy fortaleceram o monitoramento comunitário das áreas de nidificação e reforçaram a responsabilidade compartilhada pela conservação. Os achados destacam que a articulação entre saberes locais, educação ambiental e práticas sustentáveis potencializa os esforços de conservação marinha, contribuindo para desfechos socioambientais positivos nas comunidades costeiras de Aquiraz.