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O presente estudo analisa os impactos psicológicos, emocionais e sociais vivenciados por trabalhadores migrantes em território brasileiro no processo migratório e na inserção no mercado de trabalho. O movimento de migração ocorre por motivos econômicos, sociais, políticos ou ambientais e pode ser voluntário ou forçado, além de regular ou irregular. Este fenômeno social é influenciado por condições individuais e contextos globais, podendo ser compreendido não apenas como deslocamento geográfico, mas também como fenômeno psicossocial, acarretando rupturas significativas na identidade, nas relações afetivas e nas condições de bem-estar. A partir de uma abordagem qualitativa e de caráter narrativo, com base em levantamento bibliográfico, buscou-se compreender como fatores como aculturação, precarização laboral, xenofobia, perda de vínculos familiares, barreiras linguísticas e ausência de redes de apoio influenciam diretamente a saúde mental desses indivíduos. Observou-se que o processo migratório pode desencadear lutos simbólicos, estresse, ansiedade, sentimentos de desamparo e adoecimentos psíquicos associados à Síndrome de Ulisses, conforme discutido por Achotegui, o psiquiatra descreve a Síndrome como um estresse extremo vivido por migrantes em situações de vulnerabilidade. Em relação a efetividade e aplicação das políticas públicas, identificou-se que as redes de apoio e estratégias de resiliência podem atuar como elementos protetivos na promoção da qualidade de vida e na inclusão social do trabalhador imigrante. Conclui-se que, apesar dos avanços legislativos e institucionais, ainda há lacunas estruturais que dificultam a efetivação dos direitos humanos e laborais dessa população, evidenciando a necessidade de ações intersetoriais que reconheçam a complexidade da experiência migratória.
Published in: Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro
Volume 1, Issue 01, pp. 1-22
DOI: 10.61164/ejd9a373