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Resumo - O artigo analisa os desafios históricos e contemporâneos do saneamento básico em Arapiraca, Alagoas, no contexto de seu centenário. Com uma população de 234.696 habitantes, a cidade sofre as consequências de um crescimento urbano desordenado que negligenciou a infraestrutura sanitária. O uso prolongado de fossas negras — buracos sem isolamento para descarte de dejetos — é identificado como o principal vetor de degradação ambiental. Estudos indicam que essa prática facilitou a infiltração de efluentes, contaminando o solo e o lençol freático com nitratos, coliformes fecais e metais pesados. Um levantamento da UFAL em 2020 revelou que 30% dos poços artesianos analisados apresentavam níveis de nitrato acima dos limites da OMS. Além da contaminação química e biológica, observa-se um fenômeno de elevação do lençol freático, que em certas regiões atinge 1,90 m da superfície, comprometendo fundações e vias públicas. Embora existam avanços através de parcerias público-privadas para o abastecimento de água, os índices de esgotamento sanitário permanecem críticos: menos de 40% da população está conectada à rede adequada. O texto ressalta que as características do semiárido, como solos rasos e altas temperaturas, poderiam ser aliadas em sistemas de tratamento eficientes, mas a falta de planejamento e investimento impede essa evolução. Conclui-se que a universalização do saneamento é urgente para garantir a saúde pública e o equilíbrio ecológico, destacando que investimentos na área geram retornos econômicos e sociais significativos. Palavras-chave: Arapiraca; Saneamento Básico; Lençol Freático; Fossas Negras; Saúde Pública.