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Resumo - O capítulo analisa a árvore Arapiraca (Chloroleucon dumosum), localizada de forma solitária na Serra dos Ferreiras, município de Arapiraca, Alagoas, como um organismo ecológico singular e como um símbolo histórico, cultural e ambiental da região. A pesquisa parte do problema de identificar quais evidências científicas e culturais explicam a permanência, o isolamento e o significado simbólico dessa árvore no semiárido brasileiro. Metodologicamente, o estudo baseia-se em uma revisão sistemática da literatura, aliada a visitas de campo, georreferenciamento e levantamento de documentos históricos locais. Foram consultadas bases científicas como Scopus, Web of Science, SciELO e Google Scholar, além de arquivos regionais, utilizando descritores relacionados à espécie, às árvores solitárias, à ecologia do semiárido e à história cultural de Arapiraca. Os resultados indicam que a árvore Arapiraca, embora aparente isolamento, está integrada a uma complexa rede subterrânea de interações biológicas mediadas por fungos micorrízicos, permitindo a troca de água, nutrientes e sinais químicos com outras plantas, especialmente com três indivíduos jovens próximos. Esse sistema confere maior resiliência à espécie em ambientes áridos e reforça sua função ecológica como “árvore-mãe”. Além do papel ecológico, a árvore é apresentada como um marco simbólico da paisagem e da identidade local, representando resistência, memória e continuidade histórica. Suas marcas no tronco, a longevidade e a permanência à beira da estrada reforçam sua importância como patrimônio natural e cultural de Arapiraca. Assim, o estudo evidencia que a Chloroleucon dumosum reúne valores científicos, ambientais e simbólicos que justificam sua valorização e conservação. Palavras-chave: Chloroleucon dumosum; árvore Arapiraca; árvores solitárias; semiárido brasileiro; ecologia vegetal; identidade cultural.