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Objetivo: Descrever um caso de apoplexia hipofisária pós início de quimioterapia, bem como fazer uma revisão de literatura sobre o tema. Detalhamento de caso: Mulher, 73 anos, com diagnóstico de macroadenoma hipofisário não funcionante, além de hipotireoidismo central e insuficiência adrenal limítrofe. Na ocasião, optado por conduta inicial conservadora. Um ano após o diagnóstico do adenoma foi evidenciado a presença de tumor ovariano com metástase para peritônio e imunohistoquímica compatível com carcinoma seroso de alto grau. Após segunda sessão de quimioterapia com paclitaxel e carboplatina, paciente evolui com cefaleia, dificuldade para deambular e sintomas visuais. Ressonância Magnética nuclear (RMN) de encéfalo evidenciou presença de lesão expansiva sólida intrasselar obliterando a cisterna suprasselar, e deslocando o quiasma óptico, com hemorragia subaguda intralessional. A paciente foi então submetida a cirurgia transesfenoidal de urgência. Considerações finais: Há uma associação entre tratamentos quimioterápicos com carboplatina e o desenvolvimento de apoplexias hipofisárias e consequente hipopituitarismo, com necessidade de mais estudos para esclarecer mecanismos de causa e efeito.
Published in: Revista Eletrônica Acervo Saúde
Volume 26, Issue 2, pp. e22341-e22341