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Introdução: Durante a gestação, a mulher fica mais propícia ao surgimento de disfunções sexuais, devido ao enfraquecimento do assoalho pélvico (MAP) e aos fatores hormonais que, quando combinados, podem resultar em alterações na função sexual. Objetivo: Investigou-se a presença de disfunção sexual em gestantes da comunidade. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, quantitativo e de caráter transversal. Foram incluídas mulheres entre 18 e 40 anos, gestantes; foram excluídas aquelas que se negaram a responder o questionário completamente. A avaliação foi realizada na Unidade Básica de Saúde Rosa de Fátima, por meio de um questionário semi-estruturado, contendo dados sociodemográficos, clínicos e funcionais e o Questionnaire Female Sexual Function Index (FSFI). Para a realização da análise estatística, foi utilizado o Teste de Kolmogorov Smirnov para a verificação da normalidade dos dados. Para os desfechos quantitativos, foram utilizados o Teste T ou o Mann-Whitney. Os dados foram apresentados em frequências (relativa e absoluta), média e desvio padrão. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05) para todos os testes estatísticos. Resultados: A amostra desse estudo foi constituída por 70 (N=70) gestantes da comunidade da UBS Rosa De Fátima, que apresentaram uma média de idade de 26,3 ± 6,1 anos e 2,0 ± 1,2 gestações. O FSFI apresentou uma média de 20,2 ± 7,0 pontos, indicando disfunção sexual entre as gestantes investigadas. Houve relação significante entre a variável qualitativa FSFI e as outras variáveis qualitativas do estudo: Idade (p= 0,022), laceração (p=0,050) e com o número de gestações (p=0,03). Conclusão: Há presença de disfunção sexual em mulheres gestantes da comunidade quando possuem uma idade mais avançada, quando possuem um maior número de gestações e quando há lacerações de gestações anteriores.