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O artigo examina museus escolares de Paleontologia como espaços de aprendizagem ativa capazes de integrar ciência, cultura e cosmovisão em um contexto educacional plural. Reconhecendo a função histórica dos museus na difusão do conhecimento, argumenta-se que a curadoria paleontológica frequentemente opera sob um enquadramento evolucionista-naturalista apresentado como consenso, com pouca explicitação de pressupostos e baixa visibilidade de interpretações alternativas. Propõe-se, assim, que museus escolares confessionais adotem exposições comparativas, nas quais fósseis e estratos sejam analisados à luz de modelos concorrentes, entendendo que cada modelo ilumina facetas distintas do mesmo registro. Na fundamentação, revisita-se o debate entre uniformitarismo e catastrofismo e discute-se como a geologia criacionista/diluviana interpreta parte do registro sedimentar como produto de eventos globais de alta energia. Também se sintetizam conceitos do design inteligente, como complexidade irredutível e informação especificada, tratados como hipótese disputada, porém relevante para problematizar inferências em ciências históricas. Do ponto de vista pedagógico, sustenta-se que museus escolares funcionam como laboratórios vivos para alfabetização científica, argumentação e reflexão epistemológica, articulando identidade confessional às competências da BNCC e do ENEM. Por fim, reconhecem-se limites e críticas, incluindo resistências acadêmicas e riscos de proselitismo, e defende-se mediação docente baseada em perguntas investigativas, de modo que o ensino produza mais questões bem formuladas do que respostas finais para estudantes.
Published in: Periódicos Brasil Pesquisa Científica
Volume 5, Issue 1, pp. 1688-1717