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Introdução: A cirurgia segura é um conjunto de práticas fundamentais para garantir a segurança do paciente durante os procedimentos cirúrgicos. A lista de verificação ou checklist de cirurgia segura da OMS, amplamente adotada, tem sido uma ferramenta crucial para evitar erros. Objetivo: Analisar as não-conformidades do preenchimento do checklist de cirurgia segura e identificar as principais falhas. Material e Métodos: No período de outubro a dezembro de 2024, foram analisadas 642 checklists de cirurgia segura (CCS) de um total de 4.116 cirurgias realizadas no mesmo período, em um hospital especializado em traumatologia e ortopedia no município de Belém, Pará. A pesquisa foi realizada por meio da avaliação do prontuário eletrônico da instituição, verificando se todos os itens do checklist foram preenchidos corretamente em suas respectivas etapas: “antes da indução anestésica”, “antes da incisão” e “antes da saída do paciente da sala de cirurgia”. Resultados: Dos 642 CCS avaliados, 130 (20,2%) apresentavam alguma não-conformidade no preenchimento. A etapa “antes da incisão” foi a que apresentou maior percentual de não-conformidade com 14,6%, seguida pela etapa “antes da saída do paciente da sala de cirurgia” com 6,2 e 1,1% “antes da indução anestésica”. Foram identificados 148 itens não-conformes. As principais falhas no preenchimento foram para os seguintes itens: antibioticoprofilaxia, 59 casos (39,9%); hora de início do garrote, 24 casos (16,2%); hora do fechamento da incisão cirúrgica, 20 casos (13,5%); hora da retirada do garrote, 13 casos (8,8%); contagem dos instrumentais e compressas, 10 casos (6,8%); alergia e realizado procedimento proposto, 7 casos cada (4,7%); procedimento confirmado pelo cirurgião e placa de bisturi longe da incisão, 3 casos cada (2,0%); exames de imagem disponíveis e sítio cirúrgico demarcado, 1 caso cada (0,7%). A pesquisa evidenciou que apesar da adoção do checklist de cirurgia segura, ainda há uma considerável taxa de não-conformidade no seu preenchimento. Conclusão: Os Resultados indicam a necessidade de maior treinamento e conscientização da equipe cirúrgica, bem como a implementação de estratégias para garantir o preenchimento completo e correto dos itens do checklist. A aplicação criteriosa e padronizada do checklist, não apenas reduz complicações e taxas de mortalidade, mas também fortalece a cultura de segurança entre equipes multidisciplinares.