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As desigualdades educacionais permanecem como um dos principais desafios para a efetivação do direito à aprendizagem no Brasil, exigindo a revisão das práticas pedagógicas e dos modelos tradicionais de ensino. Neste contexto, o estudo analisou as contribuições das metodologias ativas para o enfrentamento dessas assimetrias, considerando seus fundamentos teóricos, possibilidades e limites no cenário da educação básica. Realizou-se pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, com base em artigos científicos, livros e documentos oficiais publicados entre 2021 e 2024. Os resultados indicam que as metodologias ativas favorecem o protagonismo discente, a personalização das aprendizagens e a valorização dos saberes dos territórios, elementos essenciais para a promoção da equidade. Evidenciou-se que estratégias como aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida e resolução de problemas ampliam o engajamento e contribuem para a inclusão de grupos historicamente excluídos. Contudo, verificou-se que a efetividade dessas abordagens depende de condições estruturais, formação docente continuada e uso crítico das tecnologias digitais. Conclui-se que tais metodologias representam instrumento relevante de democratização do ensino, quando articuladas a políticas comprometidas com a justiça social.
Published in: Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação
Volume 12, Issue 2, pp. 1-15