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A Ortodontia contemporânea busca alternativas que conciliem estética, conforto e eficácia. Os alinhadores transparentes têm se destacado principalmente por isso. Inicialmente introduzidos em 1945 e popularizados em 1997, esses dispositivos passaram a ser considerados uma opção previsível e menos invasiva em relação à ortodontia fixa. Contudo, ainda existem lacunas quanto à fidelidade entre os movimentos dentários planejados e os efetivamente obtidos, sobretudo em alinhadores produzidos in-office. Este trabalho apresenta um relato de caso clínico prospectivo histórico de um paciente de 53 anos com má oclusão de Classe II e apinhamento moderado. O tratamento foi realizado com alinhadores in-office, com o objetivo de corrigir a má oclusão e preparar espaços para implantes. Os modelos digitais obtidos em STL foram analisados por sobreposição tridimensional no programa MeshLab. Os resultados clínicos foram comparados com o planejamento virtual estabelecido no início. Dois examinadores calibrados conduziram as medições, garantindo confiabilidade intra e interexaminador. Na primeira etapa do tratamento, a média de desvio de distância entre planejamento e execução foi de 0,1886 mm na arcada superior e 0,0727 mm na inferior. Após refinamento, observou-se redução significativa nos desvios, chegando a 0,0685 mm na superior e 0,0353 mm na inferior. Isso representou melhora de mais de 60% na correspondência entre o planejado e o realizado. Esses valores encontram-se dentro dos limites clinicamente aceitáveis, de acordo com a literatura. Os resultados sugerem que os alinhadores in-office apresentaram previsibilidade satisfatória, especialmente quando associados a ajustes clínicos e refinamentos. Apesar das limitações inerentes aos sistemas plásticos e à variabilidade biológica do movimento dentário, os achados reforçam que, com planejamento criterioso e acompanhamento contínuo, os alinhadores in-office podem oferecer resultados confiáveis e ampliar as possibilidades terapêuticas na prática ortodôntica.
Published in: Revista JRG de Estudos Acadêmicos
Volume 9, Issue 20, pp. e092978-e092978