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Objetivo: Analisar o papel dos monócitos e macrófagos na modulação da resposta imune e na determinação dos diferentes desfechos clínicos da Doença de Chagas (DC). Revisão bibliográfica: Monócitos e macrófagos são centrais na resposta imune ao T. cruzi, atuando tanto no controle inicial da parasitemia quanto na modulação da imunidade adaptativa. Alterações nas subpopulações monocitárias e na expressão de moléculas coestimulatórias podem estar relacionadas à evolução para formas sintomáticas. Nos tecidos, a plasticidade dos macrófagos, influenciada por citocinas, metabolismo, vias de sinalização e pelo microambiente, determina o equilíbrio entre perfis pró-inflamatórios e regulatórios. A predominância de estados M2-like e o remodelamento cardíaco favorecem a persistência do parasita e a inflamação crônica de baixa intensidade que caracteriza os quadros clínicos mais graves. Considerações finais: Monócitos e macrófagos moldam a evolução clínica da DC por meio de sua plasticidade funcional e de interações complexas com mecanismos imunológicos, metabólicos e teciduais. Embora não atuem isoladamente, sua contribuição é decisiva para o equilíbrio entre controle parasitário, inflamação crônica e desenvolvimento de cardiopatia. A compreensão integrada desses processos destaca esses fagócitos como potenciais biomarcadores e alvos para intervenções imunomodulatórias que considerem simultaneamente fatores parasitários, adaptativos e microambientais.
Published in: Revista Eletrônica Acervo Científico
Volume 26, pp. e22903-e22903