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O bem-estar tem sido reconhecido como um fator essencial no trabalho. Nas universidades, mulheres docentes têm enfrentado desafios específicos que comprometem sua saúde mental. Neste estudo buscou-se identificar e analisar os principais instrumentos de medida utilizados para avaliar o bem-estar desta categoria profissional. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida em oito bases de dados (SciELO, PePSIC, LILACS, Scopus, PubMed, Web of Science, Google Scholar e Periódicos CAPES), considerando publicações entre 2019 e 2024. Após a aplicação dos critérios PRISMA, foram selecionados 20 artigos, dos quais foram identificados 18 instrumentos voltados à mensuração de oito variáveis distintas. Os resultados evidenciam uma diversidade de enfoques, abordagens generalistas de bem-estar e ausência de análises sensíveis a gênero. Identificou-se uma lacuna metodológica e epistemológica na literatura recente, ressaltando a necessidade de instrumentos e estudos adequados à realidade de mulheres docentes, considerando interseccionalidades para a promoção de equidade, saúde mental e justiça acadêmica.
Published in: Mudanças - Psicologia da Saúde
Volume 34, pp. e2025-022