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A incorporação de tecnologias assistivas no contexto da educação inclusiva tem se consolidado como estratégia fundamental para a promoção de acessibilidade, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento. Em um cenário educacional marcado pela diversidade cognitiva, sensorial e motora, a tecnologia assistiva transcende a dimensão instrumental e assume caráter pedagógico estruturante, articulando inovação, equidade e direito à educação de qualidade. O presente artigo analisa criticamente o papel da tecnologia assistiva na educação inclusiva contemporânea, discutindo seus fundamentos conceituais, tipologias, evidências de eficácia e desafios de implementação nas redes de ensino. Parte-se da hipótese de que a tecnologia assistiva, quando integrada ao planejamento pedagógico e fundamentada em evidências científicas, potencializa autonomia, comunicação e desempenho acadêmico, contribuindo para a redução de barreiras à aprendizagem. Metodologicamente, o estudo adota abordagem qualitativa de natureza teórico-analítica, com revisão integrativa da literatura recente e diálogo com marcos normativos nacionais e internacionais. Os resultados indicam que recursos como softwares de leitura e escrita assistida, sistemas alternativos e aumentativos de comunicação, dispositivos de acesso alternativo e ferramentas digitais adaptativas ampliam significativamente a participação de estudantes com deficiência, desde que acompanhados de formação docente adequada e suporte institucional. Conclui-se que a efetividade da tecnologia assistiva depende menos da sofisticação tecnológica e mais de sua integração intencional ao currículo, da avaliação contínua de resultados e da articulação entre escola, família e equipe multiprofissional. Defende-se que inovação e acessibilidade constituem dimensões indissociáveis da qualidade educacional inclusiva, demandando políticas públicas consistentes e compromisso ético com a democratização do conhecimento.