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Introdução: A Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) configuram um importante problema de saúde pública global, com impacto crescente entre a população idosa. O avanço da terapia antirretroviral (TARV) transformou o HIV em uma condição crônica, ampliando a sobrevida e possibilitando o envelhecimento das pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA). Entretanto, o diagnóstico tardio, a baixa percepção de risco e as desigualdades sociais mantêm esse grupo vulnerável. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico, demográfico, socioeconômico e clínico de pessoas idosas vivendo com HIV/aids atendidas em uma unidade de referência em Infectologia no estado de Goiás. Metodologia: Estudo epidemiológico, de caráter transversal, descritivo e retrospectivo, realizado a partir da análise de 181 fichas de notificação de indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos, registradas entre os anos de 2020 a 2024. Os dados foram obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan-NET) e processados no Microsoft Excel®, com análise de frequências absolutas e relativas. Resultados: Observou-se predominância do sexo masculino (58,6%), faixa etária entre 60 e 69 anos (54,7%) e baixa escolaridade, predomínio da cor parda (83,4%) e transmissão heterossexual (61,3%). Evidenciou-se manifestações clínicas como caquexia e anemia, associadas à imunodeficiência significativa (CD4+ reduzido em 78,5%). Considerações: O HIV/aids entre pessoas idosas representa uma realidade emergente que requer atenção contínua. Torna-se fundamental fortalecer políticas públicas de prevenção, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, além de desenvolver estratégias de cuidado específicas voltadas à população idosa vivendo com HIV/aids, a fim de reduzir a vulnerabilidade, melhorar a qualidade de vida e promover o envelhecimento saudável.
Published in: Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Volume 8, Issue 3, pp. 108-123