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Resumo O pênis oculto ou embutido é um distúrbio em que um pênis de tamanho normal está coberto por pele, tecido subcutâneo ou gordura, o que reduz o seu comprimento visível e funcional, e compromete a aparência estética, a higiene, a micção e a função sexual. O distúrbio, que pode ser congênito ou adquirido, representa um desafio particular no manejo clínico. Em adultos, a obesidade é o principal fator associado, embora causas como trauma, infecções e lesões relacionadas à circuncisão também estejam implicadas. A maioria dos casos requer intervenção cirúrgica. Este artigo apresenta o caso de um paciente do sexo masculino, de 79 anos, que desenvolveu pênis oculto após cirurgia de circuncisão. A área cirúrgica foi demarcada na região trapezoidal suprapúbica para a realização de escuteonectomia. O eixo peniano foi dissecado, e um enxerto de pele total, obtido a partir da paniculectomia suprapúbica ressecada, foi fixado. Um curativo foi aplicado em volta do pênis. No oitavo dia de pós-operatório, observou-se boa integração do enxerto, sem sinais de infecção. À avaliação um mês após a cirurgia, o enxerto e o sítio doador estavam bem cicatrizados, com exposição adequada do eixo peniano. O pênis oculto pode causar disfunção sexual, ereções dolorosas, dificuldades de higiene e sofrimento psicológico. Entre os fatores predisponentes estão traumas, linfedema congênito, circuncisão radical e obesidade. O tratamento se centra na restauração funcional e frequentemente exige colaboração entre o cirurgião plástico e o urologista. A escolha da abordagem cirúrgica depende de fatores individuais, sendo os enxertos de pele total preferidos, por oferecerem melhores resultados estéticos. Apesar das baixas taxas de perda de enxerto, ainda não há consenso sobre a melhor técnica terapêutica, o que reforça a necessidade de mais estudos. Abordar os aspectos físicos e psicológicos, explorar opções menos invasivas e aperfeiçoar as técnicas cirúrgicas são medidas essenciais para melhorar os desfechos clínicos.