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Introdução/Importância: A atividade policial em municípios ribeirinhos da Amazônia apresenta condições operacionais singulares, marcadas por isolamento geográfico, dependência de vias fluviais e limitações estruturais. Em Portel/PA, essas características ampliam a exposição dos policiais militares a riscos ambientais, operacionais e institucionais. A compreensão da percepção de risco nesse contexto contribui para o avanço científico e para o aprimoramento de políticas de proteção ocupacional. Objetivo: Analisar a percepção de risco dos policiais militares que atuam em operações ribeirinhas em Portel, identificando os principais riscos percebidos e a influência de fatores ambientais, operacionais e institucionais na atividade profissional. Método: Pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória, realizada com 34 policiais militares lotados no município. Utilizou-se questionário estruturado com 20 itens em escala Likert, organizados em constructos de riscos ambientais, operacionais, institucionais e de conduta profissional. Os dados foram examinados por estatística descritiva. Principais Resultados: A percepção de risco mostrou-se elevada. As operações ribeirinhas foram consideradas mais arriscadas que as urbanas. Fatores ambientais, como clima, distâncias e navegação, foram apontados como elementos críticos. Predominou avaliação negativa sobre embarcações, combustível, efetivo, equipamentos e comunicação. A maioria relatou ausência de capacitação específica. Confronto armado, acidentes fluviais e emboscadas figuraram entre os riscos mais citados. Foram relatados desgaste físico, estresse ocupacional e impacto no desempenho. Conclusão: A percepção de risco resulta da interação entre território, limitações logísticas e fragilidades institucionais. A redução da exposição ocupacional requer capacitação específica, melhoria de recursos operacionais e fortalecimento do suporte institucional, com alinhamento entre riscos do ambiente fluvial e meios disponíveis para a atuação policial.