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Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ocasionar comprometimentos na interação social e comunicação, além de padrões comportamentais restritos e repetitivos. Nesse contexto, a risperidona tem sido amplamente prescrita para o tratamento de crianças e adolescentes com TEA, apesar de ocasionar ganho ponderal e alterações metabólicas. Objetivo: Sintetizar evidências científicas sobre a associação entre o uso de risperidona e o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes com TEA. Metodologia: O estudo consiste em uma revisão narrativa, exploratória e qualitativa da literatura, conduzida a partir de uma busca estruturada na base de dados PubMed. A sistematização do processo de seleção dos estudos foi orientada por uma adaptação do framework PRISMA, com o objetivo de assegurar maior transparência e reprodutibilidade metodológica. Resultados: As evidências analisadas indicam a eficácia da risperidona na redução de sintomas de irritabilidade e agressividade, embora demonstrem uma associação consistente com o ganho ponderal, notadamente nas primeiras semanas de uso. Os achados sugerem que a Monitorização Terapêutica de Fármacos (TDM) e o acompanhamento de parâmetros antropométricos podem atuar como recursos auxiliares para o manejo da relação benefício–risco, com atenção especial a pacientes que apresentam índice de massa corporal (IMC) basal elevado. Conclusão: O estudo conclui que a risperidona é efetiva no manejo comportamental, embora demande uma análise cautelosa do perfil de segurança metabólica. A implementação da TDM e a identificação precoce de fatores de risco clínico mostram-se como caminhos viáveis para a individualização da dose. Por fim, recomenda-se a vigilância sistemática de parâmetros antropométricos e metabólicos desde o início do tratamento como forma de favorecer o equilíbrio entre os ganhos clínicos e a redução de riscos.
Published in: Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde
Volume 6, Issue 1, pp. e524-e524