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O cigarro eletrônico tem ganhado popularidade nos últimos anos, especialmente entre jovens, sendo frequentemente associado a uma alternativa ao tabagismo tradicional. No entanto, seu impacto na saúde mental ainda é pouco compreendido. Estudos sugerem que a nicotina presente nesses dispositivos pode influenciar diretamente o sistema nervoso central, agravando quadros de ansiedade e depressão. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar a prevalência do uso de cigarros eletrônicos entre acadêmicos de uma faculdade do Noroeste do Paraná, bem como os possíveis impactos a saúde mental desses estudantes, devido ao uso do dispositivo. Este estudo transversal investigou a relação entre o consumo de cigarros eletrônicos e a saúde mental de acadêmicos de uma faculdade do Noroeste do Paraná. A pesquisa contou com 401 participantes que responderam a um questionário online abordando hábitos de consumo, fatores sociodemográficos e sintomas de ansiedade e depressão. Os resultados revelaram que 42,5% dos entrevistados já utilizaram cigarro eletrônico, e entre esses, 23,3% relataram recorrer ao dispositivo para reduzir o estresse e a ansiedade. Além disso, 73,5% dos participantes afirmaram apresentar sintomas de ansiedade, e 41,8% acreditam que o uso do cigarro eletrônico auxilia na redução desses sintomas. Os dados revelam que muitos estudantes utilizam o dispositivo principalmente por lazer e na tentativa de reduzir estresse e ansiedade, embora evidências científicas indiquem que a nicotina pode piorar esses sintomas a longo prazo. A percepção equivocada de menor risco, aliada à influência social e à busca por alívio emocional, contribui para a manutenção do uso. Assim, conclui-se que há uma necessidade urgente de ações educativas e políticas de saúde mais efetivas, visando esclarecer os riscos reais do cigarro eletrônico e promover alternativas seguras para manejo da ansiedade e cessação do tabagismo.