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O presente artigo aborda a problemática da produtividade, não como um fenómeno puramente mecânico, mas como o resultado da ação humana devidamente orientada. O objetivo geral desta investigação consiste em analisar a avaliação de desempenho (AD) como um instrumento estratégico capaz de potenciar a produtividade organizacional. Para o efeito, definiram-se como objetivos específicos a compreensão da evolução da Gestão de Recursos Humanos, a exploração da complexidade conceptual da produtividade e a identificação dos mecanismos da AD que impactam diretamente os resultados das instituições. A metodologia adotada caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, de natureza teórica e exploratória, com uma abordagem qualitativa. O percurso metodológico estruturou-se em três fases: levantamento e seleção de obras seminais e contemporâneas; organização dos dados por eixos temáticos (estratégico, operacional, humano e sistémico); e análise crítica através da técnica de Análise de Conteúdo, sintetizada num Quadro Síntese Transversal. Quanto à sua estrutura, o artigo organiza-se em seções lógicas que guiam o leitor desde a fundamentação teórica até à síntese integradora. Inicialmente, discute-se a evolução do RH e a génese da produtividade sob a ótica estratégica. Segue-se uma análise da complexidade conceptual da produtividade, abordando definições técnicas da OECD e visões de sustentabilidade. Posteriormente, o texto detalha as definições e propósitos da avaliação de desempenho, culminando na análise da sua relação direta com a produtividade e na apresentação de um quadro síntese das contribuições dos autores. Os resultados revelam que a AD atua como um mecanismo de calibração que alinha as aspirações individuais aos objetivos organizacionais através de ferramentas como o feedback e o "garimpo" de talentos. As conclusões indicam que a verdadeira prosperidade organizacional só é atingida quando o crescimento das saídas supera o dos recursos consumidos, algo potenciado por uma gestão que promova a inovação e a justiça processual. Em suma, o estudo reafirma que a avaliação de desempenho é o motor indispensável para a sustentabilidade e competitividade no mercado global.