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A implementação do Programa de Gestão e Desempenho no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais consolidou o teletrabalho como modalidade laboral entre os servidores Técnico-Administrativos em Educação. Este artigo tem o objetivo de compreender como esses servidores percebem sua qualidade de vida no contexto laboral, identificando benefícios e desafios associados à modalidade. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, utilizou revisão bibliográfica, análise documental e aplicação de questionário on-line a 76 servidores em teletrabalho, obtendo-se 27 respostas válidas. A análise foi realizada por meio da técnica de Análise de Livre Interpretação. Os resultados revelaram percepções distintas: a maioria dos respondentes avaliou positivamente a qualidade de vida, autonomia, motivação e conciliação entre vida pessoal e profissional, além de indicar ganhos em flexibilidade e satisfação com a organização do tempo. Por outro lado, foram apontadas inadequações ergonômicas, intensificação da jornada, dificuldade de desconexão e sentimentos de isolamento, o que evidencia a ambivalência dessa modalidade laboral e a importância do suporte institucional. Constatou-se que a qualidade de vida no teletrabalho é influenciada por fatores individuais, organizacionais e institucionais, daí a necessidade de políticas institucionais voltadas à promoção da saúde, ergonomia e integração laboral. Conclui-se que o teletrabalho pode favorecer o bem-estar e a produtividade, desde que acompanhado por políticas institucionais de gestão do trabalho, ergonomia e promoção da saúde, capazes de assegurar condições adequadas e equilíbrio entre as dimensões pessoal e profissional.