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A tomografia computadorizada (TC) é considerada padrão ouro na mensuração de gordura visceral em humanos, porém há poucos estudos sobre a sua aplicação na medicina veterinária. Este estudo teve como objetivo investigar a eficácia da TC na avaliação quantitativa da gordura subcutânea e visceral de cães submetidos a exames de corpo inteiro para fins de diagnóstico. Foram avaliados 54 cães, classificados conforme escore de condição corporal (ECC) em grupo controle (ECC 4–5; n=19), sobrepeso (ECC 6; n=13) e obesos (ECC 7–9; n=22), e subdivididos em pequeno porte (≤10 kg; n=35) e grande porte (>10 kg; n=19). Todos os animais foram submetidos a exames de sangue de triagem, anestesia e TC. Observou-se forte correlação entre as medidas de gordura subcutânea em diferentes vértebras lombares, sendo a L4 a mais forte. A análise de componentes principais destacou a L4 como a vértebra mais explicativa da variabilidade dos dados. A análise de regressão mostrou que o peso corporal foi o único fator significativamente associado a gordura visceral e subcutânea de cães de pequeno porte; em cães de grande porte, nenhum fator foi estatisticamente significativo. Não houve diferença significativa entre os sexos na gordura visceral (p>0,05), porém machos de grande porte apresentaram maior gordura subcutânea. A idade influenciou a gordura subcutânea somente em cães de grande porte. Este estudo demonstra que a TC constitui um método acurado e confiável para a avaliação morfométrica da obesidade em cães, permitindo a mensuração objetiva e segmentar da gordura subcutânea e visceral, o que pode contribuir com a análise de compartimentos teciduais e com a melhoria de diagnóstico e prognóstico veterinário. Palavras-chave: obesidade canina; gordura subcutânea; imaginologia veterinária; gordura visceral.