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O pneumoperitônio consiste na presença de ar ou gás livre na cavidade peritoneal e caracteriza-se como um achado clínico e radiológico cujo manejo terapêutico apresenta grandes variações de acordo com sua etiologia. Apesar de estar frequentemente associado à perfuração de vísceras ocas, o pneumoperitônio também pode ocorrer em contextos não perfurativos, iatrogênicos ou terapêuticos. O presente estudo parte de uma análise da literatura para revisar as diferentes estratégias terapêuticas de acordo com o contexto clínico. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa a partir de artigos publicados nos últimos cinco anos e realizada na base de dados PubMed. Quanto ao pneumoperitônio secundário a outra condição ou idiopático, a literatura indica que, sem sinais claros de perfuração gastrointestinal (em pacientes pediátricos) ou na ausência de peritonite ou sepse (em adultos), o manejo conservador pode ser mais adequado. Essa condição associada à pneumatose intestinal induzida por lenvantinibe exige interrupção imediata da terapia. Por outro lado, apresenta aplicações terapêuticas relevantes, como na cirurgia laparoscópica e no pneumoperitônio progressivo pré-operatório para hérnias complexas, em que seu uso permite intervenções mais eficazes e melhora desfechos clínicos. Desse modo, conclui-se que o manejo terapêutico do pneumoperitônio deve ser criteriosamente adotado de acordo com um amplo contexto clínico, laboratorial e radiológico individualizado, a fim de evitar complicações decorrentes de seu tratamento ou aplicação terapêutica.