Search for a command to run...
O presente estudo investiga os fundamentos do militarismo subjacentes à Torá (Pentateuco), analisando como os estratos legais e narrativos sistematizam a fenomenologia da guerra, a deontologia do combate e a construção teológica da figura do 'Guerreiro Divino'. O escopo principal reside na análise dos mecanismos pelos quais a legislação mosaica e as tradições formativas de Israel regulamentam o emprego da força, estabelecendo uma distinção normativa entre a violência armada legítima e o arbítrio. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa de matriz hermenêutica, ancorada na exegese textual e teológico-jurídica de passagens relativas à organização tribal, à sacralização do conflito e aos imperativos morais aplicados ao cenário bélico. As evidências indicam que a Torá não concebe a guerra como um fim teleológico, mas como uma práxis estritamente supeditada à fidelidade pactual, à salvaguarda da soberania coletiva e à observância dos preceitos divinos. Em última análise, depreende-se que o militarismo no Pentateuco configura um paradigma singular, no qual a atividade bélica é circunscrita por rigorosas balizas éticas, rituais e jurídicas, revelando uma concepção de violência intrinsecamente subordinada à dimensão teonômica e legal.
Published in: Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação
Volume 12, Issue 3, pp. 1-20