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As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam um dos maiores desafios de saúde pública no mundo, sendo o Diabetes Mellitus (DM) uma das mais prevalentes. Entre as complicações agudas dessa condição, destaca-se a Cetoacidose Diabética (CAD), caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia, configurando-se como emergência médica de elevada morbimortalidade. O presente trabalho consiste em uma revisão bibliográfica narrativa, cujo objetivo foi apresentar as principais abordagens diagnósticas e terapêuticas da CAD em unidades de emergência, analisando protocolos nacionais e internacionais e destacando as práticas mais eficazes na redução de complicações e mortalidade. Para isso, foram consultadas as bases de dados SciELO, PubMed e LILACS, além de documentos oficiais da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA). Os resultados demonstram que o manejo da CAD deve basear-se em três pilares: reposição hídrica vigorosa, correção de distúrbios eletrolíticos e insulinoterapia intravenosa contínua, sempre associado ao monitoramento rigoroso e à identificação precoce dos fatores desencadeantes. Além disso, foi possível observar que apesar da existência de protocolos padronizados, sua aplicação na prática clínica apresenta variações, especialmente em instituições com limitações estruturais. Portanto, conclui-se que a adesão às diretrizes clínicas, a capacitação das equipes multiprofissionais e a educação em saúde dos pacientes são fundamentais para otimizar os desfechos clínicos e reduzir a carga global da CAD nas emergências hospitalares.
Published in: Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Volume 8, Issue 3, pp. 1427-1445