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As taxas de adesão à terapêutica da hipertensão arterial variam entre 15.2% e 90%, dependendo da região estudada. A baixa adesão compromete a evolução clínica e a qualidade de vida, aumentando a morbimortalidade e os custos em saúde. Este estudo avaliou a adesão terapêutica de pacientes hipertensos atendidos no ambulatório de um hospital especializado de Luanda, no 4º trimestre de 2024. Trata-se de um estudo observacional, transversal, com amostra por conveniência de 130 pacientes. Analisaram-se variáveis sociodemográficas, comportamentais e clínicas, bem como o nível de adesão segundo a escala de Morisky, cuja consistência interna nesta amostra foi confirmada por um Alfa de Cronbach de 0,735. Utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov para distribuição das variáveis, média e desvio-padrão para variáveis contínuas normais e frequências relativas para as categóricas. A correlação entre os níveis de adesão e as outras variáveis foi avaliada pelo coeficiente de Spearman e realizada a análise de regressão logística ordinal para a identificação dos preditores da adesão. A média de idade foi 59,25±10,8 anos; a maioria (43,8%) tinha mais de 60 anos e era do sexo feminino (66,9%). Os participantes eram maioritariamente casados (59,2%), possuíam ensino secundário (24,6%) e renda mensal equivalente a 1-2 salários mínimos (67,7%). Ao se aplicar a escala de adesão de Morisky, que apresentou boas propriedades psicométricas nesta amostra, a maioria (89,2%) foi classificada como não aderente. Os principais preditores de adesão foram a idade (quanto mais idade melhor adesão) e a renda mensal, tendo os pacientes de baixa renda menor adesão. A adesão terapêutica foi baixa. A idade e a renda familiar foram os principais preditores da adesão terapêutica.
Published in: Brazilian Journal of Clinical Medicine and Review
Volume 4, Issue 1, pp. bjcmr62-bjcmr62