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O litoral brasileiro, importante região utilizada como berçário pelas tartarugas marinhas, vem sofrendo uma notável degradação ao longo dos anos. Esses animais, que utilizam grande parte do litoral para nidificar, são constantemente afetados pelos impactos antrópicos, dentre eles o avanço de construções na área de restinga, fotopoluição, alterações climáticas, entre outros. Existem atualmente 7 espécies de tartarugas no mundo, no Brasil ocorrendo 5 dessas espécies, sendo elas tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), tartaruga verde (Chelonia mydas) e tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). A importância da preservação das praias de nidificação está diretamente relacionada ao fato de que as tartarugas marinhas retornam ao seu local de nascimento, por possuírem o mecanismo de impressão geomagnética, e usam isso para fazer as posturas nas proximidades onde nasceram. No Brasil, de acordo com Projeto TAMAR, ⅔ de todas as posturas de ovos se encontram nas regiões Nordeste e Norte, e grande quantidade das praias de nidificação dessas regiões são frequentemente expostas a impactos. Assim, o presente trabalho tem como objetivo realizar um levantamento por meio da revisão bibliográfica sobre os impactos antrópicos que vêm acometendo a região litorânea no decorrer dos anos. Avaliando o material consultado, observou-se que as poluições frequentemente reportadas foram Urbanização costeira, Fotopoluição, Turismo em áreas de desova, Poluição Química e Mudanças climáticas, a partir dos resultados encontrados no Brasil, em contraponto com dados internacionais, destacando a importância da temática. Esses problemas para serem reduzidos são cruciais à ação do poder público, gestões eficientes e políticas públicas. Compreende-se que para minimizar os impactos sejam criadas mais unidades de conservação, fiscalização nas áreas de desova, monitoramento dos ninhos, trazer o turismo sustentável e com isso as atividades de educação e sensibilização ambiental, por esse motivo, é preciso exigir a necessidade da conservação da região litorânea.