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Os procedimentos estéticos, cada vez mais populares entre adultos de todas as idades, vêm ganhando destaque como ferramentas de transformação da autoimagem e elevação da autoestima, mas também se revelam como um campo repleto de riscos e desafios que exigem atenção ética e técnica. Este estudo teve como objetivo analisar as principais complicações associadas aos procedimentos estéticos, cirúrgicos e não cirúrgicos, e compreender seus impactos na saúde física, emocional e social dos pacientes. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, conduzida entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, a partir de buscas na base SciELO, utilizando descritores específicos e critérios rigorosos de inclusão e exclusão, o que resultou na análise de 20 artigos recentes. Os achados revelaram que complicações como hematomas, infecções, necroses e cicatrizes inestéticas são recorrentes e muitas vezes resultam de técnicas inadequadas, falta de domínio anatômico e negligência nos cuidados pós-operatórios. Além das repercussões físicas, observou-se um impacto psicológico expressivo, especialmente quando o resultado estético não corresponde às expectativas influenciadas por padrões de beleza irreais e pela pressão social. O estudo também destaca que, embora os avanços tecnológicos e as técnicas minimamente invasivas tenham ampliado a segurança, os riscos permanecem e exigem capacitação contínua dos profissionais, consentimento informado e uma comunicação transparente com os pacientes. Assim, conclui-se que a prática estética deve ir além da busca pela aparência perfeita, priorizando o bem-estar integral, a ética, a segurança e a valorização da saúde física e mental, para que cada intervenção represente não apenas uma mudança estética, mas também uma verdadeira promoção da qualidade de vida.
Published in: Revista JRG de Estudos Acadêmicos
Volume 9, Issue 20, pp. e093093-e093093