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O presente artigo analisa a relação da arteterapia e sua contribuição como uma abordagem eficaz no desenvolvimento emocional, social e comunicativo de crianças autistas, conhecidas como TEA (Transtorno do Espectro Autista). Por meio de uma revisão bibliográfica de estudos recentes, este método visa facilitar a expressão de emoções e pensamentos por meio de atividades artísticas, proporcionando um ambiente de segurança e acolhimento que favorece a comunicação não verbal e o reconhecimento das próprias emoções. Constituem os objetivos desse trabalho: apontar o impacto da arteterapia nas habilidades sociais, uma vez que promove a interação e o trabalho em grupo, no âmbito emocional, onde as atividades artísticas auxiliam na redução de comportamentos desafiadores, promovendo o autoconhecimento. A psicologia fornece o esqueleto conceitual para entender os desafios e as respostas terapêuticas nesse contexto. Como uma estratégia inclusiva, a arteterapia possibilita o desenvolvimento de competências comunicativas, facilitando a expressão de necessidades e desejos, muitas vezes dificultados pelos transtornos de linguagem presentes no TEA. A arteterapia, então, é uma resposta prática que a psicologia endossa para contornar o déficit de comunicação verbal, utilizando a comunicação não-verbal da arte. Estudos qualitativos apontam que, ao trabalharem com cores, formas e materiais diversos, as crianças conseguem estabelecer vínculos afetivos, além de explorar suas possibilidades criativas, o que impacta positivamente sua autoestima. Assim, a arteterapia se apresenta como um recurso complementar às intervenções tradicionais, potencializando o desenvolvimento integral dessas crianças. Dessa forma, a prática artística não apenas promove avanços nas habilidades de comunicação, mas também a contribuição nas habilidades sociais, como a cooperação, o compartilhamento e o respeito às diferenças. Além de proporcionar momentos de prazer e autoexpressão, ela atua como um facilitador na intervenção precoce, momento ideal para estimular o desenvolvimento integral de crianças com TEA.