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A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) consolidou-se como uma das mais relevantes epidemias infecciosas do século XX, em razão de seu expressivo impacto na saúde pública global. Evidências científicas indicam que intervenções educativas conduzidas por equipes multiprofissionais, especialmente por farmacêuticos e enfermeiros, apresentam resultados promissores na qualificação do cuidado, na promoção da adesão terapêutica e no fortalecimento do vínculo entre profissionais de saúde e pessoas vivendo com HIV/aids. Nesse contexto, a revisão integrativa teve como objetivo identificar e analisar as ações e metodologias de Educação em Saúde desenvolvidas por farmacêuticos e enfermeiros, bem como os resultados obtidos, visando subsidiar sua incorporação no aprimoramento da formação acadêmica e profissional de graduandos do bacharelado em farmácia e enfermagem. A revisão foi conduzida conforme as recomendações do PRISMA-ScR, e questão de pesquisa estruturada com base na estratégia PCC, considerando: P (evidências científicas), C (Educação em Saúde) e C (profissionais farmacêuticos, enfermeiros e pacientes com HIV/aids). A pergunta norteadora definida foi: “Quais são as evidências científicas relacionadas às práticas de Educação em Saúde realizadas por farmacêuticos e enfermeiros direcionadas a pessoas vivendo com HIV/aids?”. Foram incluídos artigos primários de diferentes delineamentos metodológicos (excetuando-se estudos opinativos), disponíveis na íntegra, em acesso aberto, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, inglês ou espanhol. As buscas foram realizadas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS e SciELO, utilizando os descritores HIV/AIDS, Educação em Saúde, Enfermeiro e Farmacêutico, combinados por meio de estratégias específicas de associação. Inicialmente, foram identificados 759 artigos relacionados à atuação de enfermeiros e 74 referentes à atuação de farmacêuticos. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e análise dos estudos, a amostra final foi composta por 12 artigos, sendo nove envolvendo enfermeiros e três envolvendo farmacêuticos. A análise comparativa dos estudos evidenciou que intervenções de baixo custo baseadas em Educação em Saúde, uso de tecnologias digitais, reorganização dos serviços e atuação multiprofissional apresentam impactos estatisticamente significativos na prevenção do HIV, na adesão à terapia antirretroviral e na continuidade do cuidado. Tais achados indicam que essas estratégias possuem elevado potencial de incorporação nos processos formativos de profissionais de saúde farmacêuticos e enfermeiros.