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As situações de violência são responsáveis por causar diversas repercussões na saúde de suas vítimas, tanto no âmbito físico quanto psicológico. Diante disso, surge a notificação compulsória de violência interpessoal e autoprovocada, que busca dar visibilidade a essa problemática, para que, dessa forma, possam ser tomadas medidas que buscam combater esse fenômeno. Todavia, os profissionais da saúde passam por diversos desafios no que diz respeito à notificação de tais situações de violência. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo é identificar, com base na literatura, os desafios dos profissionais de saúde na notificação compulsória de situações de violência interpessoal e autoprovocada. Trata-se de uma revisão de literatura que, com base nos descritores “notificação”, “violência” e “profissionais de saúde”, buscou artigos científicos nas bases de dados Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Public/Publish Medline (PubMed). Foram encontrados 43 artigos na SciELO, 95 na LILACS e 25 na PubMed. Destes, foram selecionados 4 artigos na SciELO, 6 artigos na LILACS, e 1 artigo na PubMed, totalizando 11 artigos selecionados. Os conteúdos encontrados nos artigos selecionados resultaram em três categorias referentes aos desafios enfrentados pelos profissionais da saúde na notificação de violências: “Medo dos profissionais em envolver-se no processo de notificação”; “Conhecimento sobre a notificação de violência”, e; Responsabilidades dos profissionais na notificação das violências”. Conclui-se que ainda há diversos fatores que dificultam a notificação de violência no Brasil, sendo necessário o aperfeiçoamento dos profissionais e gestores da área da saúde.