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Resumo Objetivo: A relação entre o desempenho ambiental, social e de governança (ESG) e a manipulação de resultados em mercados emergentes permanece incerta, e suas implicações para a suavização de resultados ainda não são plenamente compreendidas. Este estudo examina como o desempenho ESG influencia a suavização intencional de resultados entre empresas do grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics).Método: Esse estudo emprega duas medidas de suavização intencional de resultados (geral e baseada em accruals) e a pontuação ESG da Refinitiv para analisar empresas não financeiras listadas nas bolsas de valores dos países do Brics. A amostra inclui 1.071 empresas, totalizando 5.437 observações no período de 2016 a 2021. Os modelos foram estimados por meio de regressão linear múltipla com efeitos aleatórios e controles por setor.Resultados: A influência do desempenho ESG na suavização de resultados varia entre as empresas nos países do Brics. O efeito mais consistente foi observado em empresas brasileiras, nas quais um melhor desempenho está associado à redução de suavização intencional de resultados em ambas as métricas analisadas. O efeito oposto foi observado na Índia e na China. Não foram identificados efeitos estatisticamente significativos na Rússia ou na África do Sul, o que sugere que condições institucionais específicas de cada país moldam a relação entre os mecanismos de suavização de resultados e os critérios ESG nos países do Brics, seja por meio de incentivos disciplinares, seja pela persistência de práticas oportunistas.Implicações Práticas e Sociais: As pontuações ESG parecem transmitir informações diferentes sobre a qualidade dos resultados no escopo do Brics. Portanto, as partes interessadas devem interpretar os sinais ESG de forma contextualizada ao avaliar os riscos de divulgação em mercados emergentes.
Published in: Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC)
Volume 20