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Este artigo tem como objetivo principal compreender como o programa Musibraille pode facilitar o ensino dos valores proporcionais das figuras musicais para estudantes cegos do quinto ano da educação básica. Para isso, foi realizada uma revisão da literatura sobre o ensino da grafia musical para alunos com baixa visão e/ou cegueira, explorando as estratégias pedagógicas necessárias para superar os desafios decorrentes da falta de familiaridade com o braille, tanto por parte dos educadores quanto dos estudantes. O foco está em investigar como esse software pode atuar como uma ferramenta pedagógica, contribuindo para facilitar a mediação e promover uma educação musical mais equitativa e inclusiva. Como fundamentação teórico-metodológica utilizamos as proposições de Vigotski sobre cegueira, aprendizagem e desenvolvimento na abordagem da Teoria Histórico-Cultural, tendo por base, as estratégias de investigação da pesquisa bibliográfica e como fontes, artigos, teses e dissertações coletados em bancos de dados do Google Acadêmico, da CAPES e SciElo. Pode-se dizer que Musibraille é um instrumento essencial na inclusão de pessoas com cegueira na prática da lectoescrita de partituras, embora o sucesso desse aprendizado também dependa das ações adotadas pelo educador. Antes de chegar ao resultado positivo, o docente tem que adotar abordagens e práticas educativas que facilitem o aprendizado do aluno cego, independentemente das suas especificações educacionais. Musibraille é indicado para essa finalidade, visto que o aluno com cegueira é capaz de interagir com os símbolos da notação musical. Através dessa linguagem e da sua associação com o método braille, o aluno poderá desenvolver a prática da leitura e escrita tátil conforme os traços da partitura. É nesta interdependência dos símbolos de notação musical e da grafia tátil que as pessoas cegas podem ter protagonismo e autonomia nessa área do conhecimento. Afinal, a conexão dos alunos com esses sistemas simbólicos é que resultará na aplicação do conhecimento da musicografia tátil.