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Os autores descrevem o relato de caso de um cão da raça Akita, macho de 9 anos, atendido com histórico de claudicação intermitente há alguns dias. Após a realização da radiografia simples do membro, constatou-se importante lesão óssea, de caráter agressivo em diáfise femoral direita, com aumento de volume adjacente. Durante o posicionamento radiográfico, houve fratura do membro e o paciente foi submetido à cirurgia de amputação, tendo como diagnóstico morfológico presuntivo lipossarcoma ósseo. Foi realizada pesquisa de metástases, por meio de radiografia torácica e ultrassonografia abdominal, ambos com resultados negativos. O estudo imunohistoquímico utilizado para identificação histogênica do tumor, apresentou marcações positivas para vimentina, S-100 e C-kit, confirmando o diagnóstico de lipossarcoma bem diferenciado em osso. Apesar do paciente ter apresentado boa recuperação no pós-cirúrgico, após 25 dias desenvolveu quadro de dispnéia, tosse não produtiva e dificuldade para se manter em estação. Novos exames de imagens revelaram a presença de nodulações no parênquima pulmonar e neoformação tumoral em região perirrenal direita, compatíveis com focos de disseminação metastática. Por meio de punção guiada por ultrassonografia, realizou-se biópsia da formação abdominal, cujo resultado indicou neoplasia mesenquimal de origem gordurosa indiferenciada, compatível com metástase. Devido ao agravamento da saúde do paciente, a responsável optou pela eutanásia. Embora alguns autores relatem que o lipossarcoma apresenta baixa propensão em metastatização, neste caso observou-se comportamento extremamente agressivo. O tipo histológico bem diferenciado parece apresentar comportamento mais invasivo quando comparado aos outros subtipos, embora a classificação histológica dos lipossarcomas ainda ainda não esteja bem definida a classificação histológica dos lipossarcomas.