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Este artigo investiga o fenômeno da resistência à transformação do Clube Atlético Juventus em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), analisando as implicações culturais e identitárias envolvidas. A “safização” tem sido uma tendência crescente no futebol brasileiro, impulsionada por dificuldades financeiras e pela busca por maior competitividade. No entanto, no caso do Juventus da Mooca, observa-se uma forte oposição, sobretudo de sua torcida e do entorno comunitário, que percebem o clube como um elemento fundamental da identidade do bairro. O estudo se baseia em revisão bibliográfica e abordagem qualitativa de estudo de caso, explorando a relação entre futebol, tradição e modernidade. Os resultados indicam que a resistência à SAF no Juventus é impulsionada pela forte conexão entre o clube, a história da Mooca e sua tradição operária e imigrante. Conclui-se que a preservação dessa identidade transcende aspectos econômicos, configurando-se como uma forma de resistência à mercantilização do futebol e à descaracterização de sua memória coletiva.