Search for a command to run...
O artigo analisa o racismo de Estado a partir da perspectiva foucaultiana, compreendendo-o como uma tecnologia de poder que articula biopolítica, soberania e mecanismos de normalização. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos sobre biopolítica, necropolítica, eugenia e teorias raciais. O desenvolvimento discute o surgimento da biopolítica no século XVIII, a estatização do biológico e a transformação da luta das raças em racismo de Estado, destacando seus efeitos na produção de vidas que devem viver e vidas que podem morrer. Analisa-se, ainda, a materialização dessas práticas no nazismo, na eugenia e nos regimes coloniais, refletindo sobre como tais racionalidades moldaram o pensamento racial moderno e repercutiram no Brasil. As considerações finais indicam que o racismo de Estado é inseparável da formação dos Estados-nação e das políticas de gestão da população, revelando-se como uma guerra biológica permanente. Compreender esses mecanismos é fundamental para analisar a persistência de dispositivos de exclusão e morte na contemporaneidade, especialmente em contextos marcados pelo legado colonial e por formas atuais de necropolítica.
Published in: Missões Revista de Ciências Humanas e Sociais
Volume 12, Issue 1, pp. 01-26