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A diverticulite complicada representa uma condição clínica de elevada relevância na prática cirúrgica, frequentemente associada a desfechos adversos e necessidade de intervenção urgente. Nos últimos anos, as abordagens videolaparoscópicas têm ganhado destaque no manejo dessa condição, com potencial para reduzir morbidade, tempo de internação e complicações pós-operatórias. O objetivo deste estudo foi revisar criticamente a literatura recente sobre a eficácia e segurança do tratamento videolaparoscópico na diverticulite complicada, com ênfase nos desfechos clínicos. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2015 a 2025, incluindo revisões sistemáticas, ensaios clínicos e estudos observacionais que avaliaram pacientes com diverticulite complicada submetidos a tratamento cirúrgico minimamente invasivo. Foram incluídos 25 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados demonstram que as abordagens videolaparoscópicas estão associadas a menor tempo de internação, redução da taxa de complicações pós-operatórias e evolução clínica mais favorável quando comparadas à cirurgia aberta. Em casos selecionados, especialmente em pacientes hemodinamicamente estáveis, a laparoscopia mostrou-se uma alternativa segura e eficaz, incluindo estratégias como ressecção com anastomose primária e lavagem peritoneal laparoscópica. Entretanto, a escolha da técnica deve considerar a gravidade da doença, especialmente nos estágios mais avançados, como Hinchey III e IV. Apesar dos benefícios observados, há heterogeneidade entre os estudos quanto aos critérios de seleção e às técnicas empregadas, o que limita a padronização das condutas. Ainda assim, os achados reforçam o papel crescente da videolaparoscopia como estratégia terapêutica relevante no manejo da diverticulite complicada, destacando a importância de uma abordagem individualizada baseada nas condições clínicas do paciente e na experiência da equipe cirúrgica.
Published in: Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação
Volume 12, Issue 4, pp. 1-11