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O envelhecimento populacional cresce rapidamente, trazendo desafios à saúde mental dos idosos. Ansiedade e depressão são transtornos comuns nessa faixa etária, afetando negativamente a qualidade de vida. Alternativas que favoreçam um envelhecimento emocionalmente saudável tornam-se cada vez mais importantes. OBJETIVO: Discutir o impacto dos animais de estimação para o processo de envelhecimento saudável, enfatizando a proteção contra ansiedade e depressão em idosos. METODOLOGIA: Revisão integrativa com buscas nas bases de dados PubMed e SciELO. Foram selecionados artigos em português, espanhol e inglês, publicados entre 2013 e 2024, utilizando-se os descritores “ansiedade”, “depressão”, “animais de estimação” e “idosos”, interligados pelo operador booleano “and”. Foram incluídos estudos que abordassem simultaneamente os três eixos: 1. envelhecimento, 2. ansiedade e depressão, e 3. animais de estimação. RESULTADOS: Dos 22 estudos encontrados, 7 atenderam aos critérios de inclusão. A interação frequente com animais mostrou benefícios na redução da ansiedade e suporte emocional, mas a posse, por si só, não apresentou impacto significativo sobre a depressão. Donos de cães demonstraram menor ansiedade, enquanto a posse de gatos foi associada a mais sintomas depressivos, especialmente entre mulheres. Um estudo apontou efeitos positivos mesmo na interação com pequenos animais, como insetos. Os efeitos variam conforme a espécie, vínculo afetivo e contexto social. CONCLUSÃO: A interação com pets pode reduzir a ansiedade e melhorar o bem-estar emocional de idosos. Porém, apenas possuir um animal não é suficiente para mitigar a depressão. Estudos futuros devem considerar espécie, vínculo e ambiente.