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RESUMO INTRODUÇÃO: A poluição de ambientes aquáticos por esgoto e resíduos orgânicos intensifica a contaminação microbiológica da fauna marinha. Moluscos bivalves, por serem filtradores e bioacumuladores, refletem a qualidade da água de cultivo e são amplamente utilizados como bioindicadores, além de responderem a variações térmicas e pluviométricas. OBJETIVO: Avaliar a qualidade microbiológica de ostras cultivadas e comercializadas no estado do Pará, com ênfase na identificação de microrganismos patogênicos associados à contaminação ambiental e sua correlação com variações de temperatura e precipitação. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas 120 ostras provenientes de cinco pontos de cultivo. Realizou-se o isolamento bacteriano em meios seletivos e de enriquecimento, seguido de identificação bioquímica convencional e automatizada pelo sistema VITEK®2 (bioMérieux). RESULTADOS: Foram identificados os gêneros Vibrio spp., Aeromonas spp., Salmonella spp. e Escherichia spp., todos associados à poluição e epidemiologicamente relevantes. Vibrio foi o gênero mais frequente, com destaque para V. parahaemolyticus e V. vulnificus, cuja proliferação é favorecida por temperaturas elevadas e está relacionada a surtos alimentares. A detecção de E. coli indica contaminação fecal e falhas nas práticas sanitárias. Aeromonas spp. e Salmonella spp., embora menos prevalentes, representam riscos à saúde, especialmente para populações vulneráveis. CONCLUSÃO: A presença desses patógenos evidencia a baixa qualidade ambiental das águas utilizadas na aquicultura, associada à poluição e a alterações térmicas e pluviométricas que influenciam a multiplicação bacteriana. Ressalta-se a necessidade de monitoramento contínuo e de implementação de medidas eficazes de controle sanitário e ambiental para a proteção e preservação dos ecossistemas aquáticos e da saúde pública. Palavras-chave: Moluscos Bivalves; Monitoramento; Saúde Pública; Clima; Meio Ambiente