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O artigo apresenta como ideologias tecnológicas originadas no Vale do Silício, especialmente as associadas à Inteligência Artificial (IA), atuam na produção e intensificação da crise educacional contemporânea. O objetivo voltou-se a analisar a influência das Big Techs e das Edtechs sobre políticas, currículos e práticas escolares no Brasil, refletindo sobre os desdobramentos para os docentes, o currículo e a função da escola. O método utilizado foi revisão teórica e análise de informações da educação brasileira, com apoio em literatura sobre plataformização, capitalismo de vigilância e autores como Gramsci, Dardot e Laval, Zuboff e Hui. Os resultados apontaram a difusão de valores neoliberais, intensificados por meio de plataformas e recursos de IA, com a instrumentalização do currículo em competências técnicas mensuráveis; coleta massiva de dados educacionais; e a precarização do trabalho docente, que passa a operar como mediador de sistemas algorítmicos. Propõe-se revalorizar a escola pública, fortalecer mediação docente, pluralizar cosmotécnicas e promover políticas voltadas à soberania tecnológica como alternativas à lógica tecnocrática.